terça-feira, 31 de maio de 2011

Saúde é coisa seria...

                Veja como é destrato a quem precisa de tratamento de hemodiálise em Canaã dos Carajás. Na semana passada uma van do Sr. Gilvan que tem uma cooperativa de vans em canaã, o mesmo é um dos homens mais forte do governo atual, que já é considerado o (Palocci de Canaã). Já que o mesmo aluga de tudo desde de Vans ate deus sabe lá o que. A van que faz o transporte das pessoas que fazem tratamento de hemodiálise em Marabá é de sua propriedade. Na semana passada os pacientes já estavam na estrada quando a Van furou os (02) dois pneus, então a viagem foi cancelada , ficando para a semana seguinte no caso esta semana, só que em duas horas de viajem a abençoada da van furou o bendito do pneu de novo, o motorista voltou para resolver o problema, já que a van não tinha nem macaco e muito menos pneu de estep , só que (02) duas horas depois os pacientes ainda estavam na estrada e não sei se a viajem prosseguiu. Só quero lembrá-los que pessoas que tem que fazer hemodiálise, não podem ficar mais de 15 dias sem fazer o tratamento com risco de óbito, e os pacientes estão sendo maltratados quando tem que ser o contrário, gente saúde pública é coisa séria.

Matéria postada por Junior Carajás

                                                        

Que preço será este chazinho?

                                                            
Olha o que o dinheiro faz com as pessoas. O prefeito de Canaã dos Carajás trata os profissionais da Educação como se fossem mortos de fomes enquanto a categoria pede 30% de aumento salarial ele oferece apenas 10%, e somente para os professores. Quando será que esta administração vai entender que a Educação não é formada apenas por professores, e que os outros profissionais também são muito importante tanto quanto. Ao Invés de tratar a Educação com respeito convida os profissionais para tomar chazinho em sua casa. Os profissionais merecem respeito, local digno de trabalho e os seus vencimentos em dia. As reivindicações além de serem legitimas são dignas de serem atendidas não é nenhum favor, é obrigação prevista em lei. Acredito que em vez de chazinho os profissionais da área deveriam deixar sua excelência tomar o seu chá britânico sozinho esta seria a melhor resposta.

Matéria postada por: Junior Carajás

                                                 

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Código Florestal é um dos 'maiores retrocessos que já vi', diz Marina Silva

Líder ruralista Kátia Abreu considera que 'venceu a legalidade'.


Veja o que foi comentado sobre a matéria aprovada na Câmara.
A ex-ministra do Meio Ambiente e ex-senadora pelo Acre Marina Silva disse nesta quarta-feira (25) que a aprovação do novo Código Florestal é "um dos maiores retrocessos que já vi acontecer no Brasil". Ela lamentou que o país esteja prestes a destruir um arcabouço legal de proteção às florestas que foi construído durante mais de 30 anos. “Estamos tornando o ilegal legal”, disse.
Ela agora espera que o Senado modifique o texto ou que, em último caso, a presidente Dilma Rousseff vete o texto, caso permaneça como está. “Ela disse [na reunião que teve com ex-ministros do Meio Ambiente] que vetaria qualquer texto que levasse ao perdão de desmatadores e que promovesse o aumento do desmatamento”, afirmou Marina.
A ambientalista lembrou de quando foi ministra, da dificuldade que teve para implantar medidas de redução da devastação: “Conseguimos desassociar agricultura do desmatamento. Calamos a boca dessas pessoas. Foi muito trabalho. Isso levou a uma fúria muita grande dos setores contraventores”. Segundo ela, o aumento no desmatamento em Mato Grosso sinaliza que “voltamos ao pior dos mundos”.
'Guerra antiambiental'

Essa emenda 164 é o tiro de misericórdia"

Marina Silva

A ex-senadora criticou também a aprovação da emenda 164, de autoria do deputado Paulo Piau (PMDB-MG), que estende aos estados o poder de decidir sobre atividades agropecuárias em áreas de preservação permanente (APPs).
“Essa emenda que transfere aos estados a responsabilidade é o tiro de misericórdia. Cada governador agora vai dizer como é sua regra particular”, comentou. Na opinião de Marina, a aplicação dessa regra pode levar a uma competição entre os estados para flexibilizar suas restrições ambientais e atrair investimentos do agronegócio. “Lembra a história da guerra fiscal? Agora vai ser a guerra antiambiental”, diz.
A aprovação do novo Código Florestal na Câmara dos Deputados, que aconteceu na madrugada desta quarta-feira (25), foi comentada por entidades e políticos. Veja abaixo o que foi dito sobre o tema:
Confederação da Agricultura

"Venceu a legalidade", afirmou em nota a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O texto, assinado pela senadora Kátia Abreu (DEM - TO), presidente da entidade, define o código como “uma das leis mais difíceis, delicadas e imprescindíveis já aprovadas pela Câmara dos Deputados”.

Márcio Santilli, sócio-fundador eda ONG Instituto Socioambiental

“O que a Câmara aprovou equivale a uma revogação do Código Florestal. É de alta irresponsabilidade o que a Casa decidiu. Vendeu o seu próprio peixe para a galera ruralista, colocando a presidente em uma posição de ter que vetar", afirmou.
Janaína Pickler, assessora ambiental da Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul)

Ela disse que a aprovação do texto-base é considerada uma vitória. Mesmo concordando com uma legislação específica para o Pantanal, Janaína avaliou que o texto respeita o que já existe na região. “O código vem para regulamentar uma situação que existe há 200, 300 anos, não há como introduzir outro tipo de pecuária diferente do que é feito”.
Alessandro Menezes, diretor-executivo da SOS Pantanal

Ele avaliou que a legislação abre precedente para "produção irresponsável". "É uma perda significativa, temos que entender os sinais da votação do código”, disse Menezes, explicando que acredita ter ocorrido uma derrota das políticas ambientais e que isso pode indicar o início de legislação que "pode facilitar a produção irresponsável no País".
Geraldo Alckmin (PSDB), governador de São Paulo

Ele disse que deve caber aos estados decidir sobre as áreas de preservação permanente (APPs) e criticou o que chamou de “centralismo” por parte do governo federal. “Não deve a União fazer o que os Estados podem fazer”, disse Alckmin. “República federativa no papel. O Brasil não é uma federação. É o sistema mais centralizado que existe. Isso não funciona, só em país pequenininho. É preciso descentralizar, fortalecendo o governo local”, criticou o governador durante o BIOSforum, encontro de governadores para discutir oportunidades sustentáveis na capital paulista.
Adalberto Veríssimo, da ONG Imazon“A medida não é ruim apenas do ponto de vista ambiental, mas do ponto de vista econômico, com prejuízo sempre associado a subdesenvolvimento do país. E a preocupação final é o risco de o Brasil sofrer revezes internacionalmente. A imagem vai ficar arranhada”, avalia. “O código precisa ser modernizado, e não destroçado. Acho que a realidade vai se impor. Esperava um comportamento racional da Câmara”, complementa.
Marconi Perilo (PSDB), governador de Goiás
Para ele, a aprovação do projeto foi uma demonstração da desarticulação da base governista no Congresso e disse que a bancada do agronegócio está entrosada e tem defendido seus interesses. “Nós percebemos essa articulação do agronegócio, ao mesmo tempo em que se percebe uma falta de entrosamento do governo”, afirmou durante o BIOSforum, evento que vai até quinta-feira (26) no Jockey Club, em São paulo.
Roberto Smeraldi, diretor da organização Amigos da Terra

Considera que o novo Código Florestal "é prejudicial porque desmoraliza a norma, cria a ideia das anistias, do fato consumado". Ele criticou o argumento usado por ruralistas que dizem que "todos os produtores estão na ilegalidade" com a atual legislação ambiental. "Não é verdade. Os agricultores que estão com grandes passivos são muitos, mas não são a maioria. Isso é para justificar as anistias. Até porque tem muitos produtores que investiram expressivamente em regularização".

André Puccinelli (PMDB), governador de Mato Grosso do Sul

Afirmou que a aprovação da emenda 164, que pode anistiar grandes desmatadores, tem que ser avaliada de forma individual e que cada estado deve fazer sua própria legislação a respeito.“ Temos que ter bom senso neste caso. É bom lembrar que há anos o próprio governo incentivou a entrada da agricultura nas áreas de floresta. Esses proprietários, que antes não eram criminalizados, não podem ser agora tratados como criminosos”, afirmou Puccinelli.

Márcio Lopes de Freitas, presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB)

Na opinião de Freitas, a aprovação foi a evolução de um processo de discussão que dura mais de dez anos. "Há dois anos, tínhamos 27 pontos de polêmica. Houve concessões tanto do lado agrícola quanto ambientalista, e no relatório do [deputado] Aldo Rebelo (PCdoB-SP) sobraram dois pontos polêmicos".
Para o presidente da OCB, a dispensa prevista no projeto aos pequenos produtores (de 20 a 400 hectares) de reflorestar reserva legal desmatada ilegalmente é positiva e representa uma "racionalização" da questão.
"Eu tenho 72 hectares de produção orgânica e gado, e, pela atual legislação, eu tenho que repor 20% dessa área desmatada há cinco décadas por outra pessoa. Tenho que replantar floresta que não fui eu que tirei, e hoje está com café em cima, com horta. Nós estávamos nos preparando para isso. Agora a legislação (do novo Código) vem dizer que você continua precisando fazer reserva, mas dentro de um plano de recuperação ambiental. (...) Terá que consultar o órgão competente e perguntar o que se pode plantar naquela área para ser sustentável, eles vão monitorar como isso vai ser feito, se usará agrotóxico.. Com isso eu ainda terei as reservas legais, mas de uma maneira mais racionalizada", afirmou ao G1.
Paulo Adário, diretor da campanha da Amazônia do Greenpeace,
Disse que a votação saiu melhor para os ruralistas do que eles esperavam. “É uma surpresa até para a Kátia Abreu”. Em sua opinião, o texto “desmoraliza 40 anos de construção de uma política ambiental no Brasil” e acena aos infratores com futuras anistias para crimes ambientais. Ele acredita que, por ter ganho mais relevância para a opinião pública, o texto deve ser analisado de forma mais cuidadosa no Senado, que vai preparar um texto mais aceitável para todos, para que a presidente Dilma não tenha de recorrer ao veto.

Anivaldo Miranda, superintendente da Secretaria de Meio Ambiente de Alagoas

"Acho que é lamentável que a maioria do Congresso Nacional tenha optado por um modelo atrasado de produção agrícola. Ontem [terça-feira (24)] foi um dia de luto para o povo brasileiro. O código vai destruir a legislação ambiental", afirmou Miranda.

O superintendente disse que houve desvios de discussão sobre o assunto. "O debate sobre os ladrões de terras públicas foi abortado. A agricultura brasileira não precisa de mais terra, precisa de mais água e mais tecnologia. Não adianta fazer assentamentos em terras inóspitas. Interessa a quem manter essa produção agrícola extensiva, improdutiva, que quer crescer ao preço da derrubada de florestas?"
Ele disse que a aprovação do Código Florestal foi um retrocesso. "A polêmica criada sobre o novo código não se resumia apenas a um pseudo embate entre radicais ambientalistas e ruralistas conservadores, mas (...) a manutenção das conquistas inseridas no antigo código, principalmente com relação a manutenção das matas ciliares, das APPs, não são apenas do interesse da preservação e da conservação ambientais, mas do interesse da própria estabilidade do processo produtivo agrícola."

Dilma irrita-se com Código Florestal e promete veto, diz fonte

A presidente Dilma Rousseff ficou irritada com a aprovação do Código Florestal na Câmara dos Deputados após um racha da base governista e garantiu a uma fonte do governo que participou das negociações que vetará os trechos do texto que considera equivocados, caso a base não consiga promover mudanças no Senado.


Veja também:

especial Entenda a polêmica sobre o novo Código Florestal

forum OPINIÃO: O Código e o desmatamento

video VÍDEO: Entenda o novo Código Florestal

documento Veja lista dos deputados que aprovaram o Código Florestal

documento Veja lista dos deputados que aprovaram a emenda

documento Leia texto do Código Florestal na íntegra

De acordo com essa fonte, que pediu para não ter o nome revelado, Dilma afirmou antes da votação que esperava a derrota do governo mas se disse confiante de que a base governista conseguirá fazer as mudanças na votação no Senado.
De acordo com a fonte do governo, o Planalto vê com bons olhos o nome do senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) como relator da matéria no Senado.
Na votação de terça-feira, o governo concordou com o texto do relator Aldo Rebelo (PCdoB-SP) com algumas ressalvas, mas foi contrário a uma emenda proposta pelo PMDB, partido do vice-presidente Michel Temer, que, entre outros pontos, tira do governo federal a exclusividade de regulamentar o uso de áreas de preservação permanente (APP).
Na avaliação do governo, a emenda peemedebista anistia desmatadores e, durante a sessão em que ela foi aprovada, o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), chegou a falar em nome de Dilma e afirmou que a presidente considerava a emenda "uma vergonha para o Brasil

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Ex-presidente Itamar Franco está internado com leucemia

Doença foi diagnosticada bem no início’, diz comunicado médico.

Senador mineiro está internado no Hospital Albert Einstein, em SP
O senador e ex-presidente da República Itamar Franco (PPS-MG) está internado desde o dia 21 de maio no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, para tratamento de leucemia. Segundo um comunicado da assessoria do senador mineiro, “a doença foi diagnosticada bem no início” e Itamar Franco passa bem.


O hospital confirma a internação e informa que Itamar Franco "deve ter alta em breve". Segundo um relatório do Einstein,“o senador realizará tratamento médico a fim de alcançar a cura para uma leucemia. A doença foi diagnosticada bem no seu início e o paciente está se sentindo muito bem, com todas suas funções vitais normais”.

Segundo a assessoria do ex-presidente, Itamar Franco deve ter alta em até 25 dias. Em virtude do tratamento, o senador do PPS seguiu recomendações médicas e pediu licença de 30 dias das atividades no Senado.

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), disse esperar que Itamar Franco se submeta ao tratamento e esteja em condições de voltar ao trabalho na Casa em até um mês. “Ele está bem, apenas diagnosticaram um problema nos leucócitos. Acho que ele vai pedir licença de 30 dias e depois terá condições de voltar ao trabalho”, afirmou Sarney.
A doença
“Leucemia” é o termo genérico utilizado para o câncer que atinge os glóbulos brancos, parte do sistema de defesa do organismo, na medula óssea, segundo o Instituto Nacional de Câncer, do Ministério da Saúde. A doença impede ou prejudica a formação de glóbulos vermelhos e brancos e de plaquetas, causando anemia, abrindo espaço para infecções oportunistas e aumentando o risco de hemorragias.

A doença atinge tanto adultos quanto crianças. A mais comum em crianças é a “linfoide aguda” e a nos adultos é a “mieloide aguda”, que pode ter diversos subtipos.

O tratamento básico consiste em destruir as células anormais que se acumulam na medula, com quimioterapia. Em alguns casos é necessário o transplante de medula óssea.
História
Itamar Franco foi criado em Juiz de Fora, na Zona da Mata de Minas Gerais, e tem 81 anos.
O senador formou-se engenheiro civil e eletrotécnico, em 1954, na Escola de Engenharia de Juiz de Fora. Participou do movimento estudantil de Juiz de Fora, na presidência do Diretório Acadêmico de Faculdade de Engenharia da Universidade Federal de Juiz de Fora.
Itamar Franco foi presidente da República, depois do impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Mello, de 1992 a 1994, governador de Minas Gerais, senador durante 16 anos, prefeito de Juiz de Fora por dois mandatos e embaixador do Brasil na OEA, em Portugal e na Itália. Como presidente, implantou o Plano Real, que estabilizou a moeda e acabou com a inflação, assinou a Lei dos Genéricos, a Lei Orgânica da Assistência Social (Loas), que abriu caminho para programas de transferência de renda, entre outros.

Defesa de Pimenta Neves diz não saber se pedirá prisão domiciliar

Jornalista condenado por matar ex-namorada se entregou na terça.

Ele passou a madrugada em delegacia e foi levado a prisão nesta quarta.
A advogada do jornalista Antonio Pimenta Neves, condenado a 15 anos de prisão pelo assassinato da ex-namorada Sandra Gomide, disse não saber se entrará com um pedido de prisão domiciliar para o seu cliente. Pimenta Neves se entregou à Polícia Civil na noite de terça-feira (24) após o Supremo Tribunal Federal (STF) negar seu último recurso.


No início da tarde desta quarta (25), o jornalista deixou a cela do 2º Distrito Policial, no Bom Retiro, na região central de São Paulo, e seguiu em direção a uma penitenciária em Tremembé, a 147 km de São Paulo.
Segundo a advogada Maria José da Costa Ferreira, Pimenta Neves, de 74 anos, sofre de hipertensão e tem graves problemas de próstata. “Eu não requeri nada. Eu primeiro preciso saber qual é a condição de saúde dele depois de tudo isso, o quanto piorou e, então, ele será submetido a exames para verificarmos a possibilidade ou não”, disse a advogada.

Pimenta Neves deixa delegacia de SP na tarde

desta quarta-feira (Foto: Reprodução/TV Globo)Segundo Maria José, a legislação permite que, após o cumprimento de um sexto da pena, a defesa possa requerer o regime semiaberto. “Mas isso ainda está distante”, declarou.

A advogada afirmou que o seu cliente não conseguiu dormir durante a noite que passou na cela. “Queria fazer uma retificação sobre o que eu tinha dito sobre o distrito. Não exatamente esse distrito, mas todos os distritos de São Paulo não têm condição de abrigar nenhum preso definitivo. Apesar da humanidade dos funcionários e do grande esforço, é lamentável o lugar onde ele se encontra”, afirmou.

O delegado titular do 2º Distrito Policial negou que a cela não seja adequada. “A cela é uma cela de cadeia que não é, claro, o que ele deve estar acostumado, mas o tratamento é digno. Tanto é que eu perguntei para ele e ele disse que não tem nada para reclamar”, afirmou José Carlos Melo.

O jornalista, de acordo com o delegado, não recebeu tratamento privilegiado. “Ele está sendo tratado como um preso comum. Apenas tendo em vista a gravidade e a repercussão do caso, para a segurança dele e para a nossa segurança e bom andamento do trabalho, eu entendi de colocá-lo em uma cela separada”, declarou o delegado.
Pimenta Neves deixa delegacia no Centro de SPPimenta Neves lerá Shakespeare e livros de punição e suicídio na prisão'Achei que ia morrer antes de ele ser preso', diz pai de Sandra GomidePimenta Neves se entrega à políciaMaria José disse que Pimenta Neves estava tranquilo “dentro da forma que é possível uma pessoa que esta nas condições dele”. Segundo ela, o jornalista apresenta sinais de arrependimento. “Ele matou a Sandra Gomide e destruiu a própria vida. Ele nunca mais efetuou nada na vida dele a não ser sofrer. Ele e toda a família, assim com a família da Sandra Gomide, que sofre com a perda da filha.”

A advogada disse estar consternada com a decisão da Justiça. “Lutamos durante anos para que esse júri fosse anulado. Infelizmente, não foi possível.”
Prisão

Depois de se entregar à polícia na noite desta terça-feira, na casa dele, na Zona Sul da capital paulista, o jornalista foi encaminhado à Divisão de Capturas, no Centro. Ele fez exame de corpo de delito e falou a jornalistas sobre o mandado de prisão expedido pelo juiz de Ibiúna, cidade onde matou a namorada há 11 anos. “Os recursos se esgotaram”, afirmou. Questionado como foi a chegada dos policiais à residência dele, o jornalista disse que foi “tudo bem”. “Foram muito educados”, completou.
O crime foi em um haras em 2000. O recurso negado pelo STF foi o último de uma série usada pela defesa em todas as instâncias. Os advogados do jornalista conseguiram protelar a prisão e só agora, cinco anos depois da sentença, ele começa a cumprir a pena.

Pimenta Neves chega à penitenciária de Tremembé

Ele ficará 15 dias isolado em cela de 9 m² no interior de SP.

Jornalista, condenado por matar ex-namorada, foi preso nesta terça
O jornalista Antonio Pimenta Neves chegou na tarde desta quarta-feira (25) à Penitenciária 2 de Tremembé, no Vale do Paraíba, interior de São Paulo, onde cumprirá a pena pelo assassinato da também jornalista Sandra Gomide, sua ex-namorada, em 2000.


Tratado a partir de agora como um preso comum sob custódia da Justiça paulista, ele ficará inicialmente em uma cela de 9 m². Pimenta Neves deixou a capital paulista por volta de 13h30 em direção à unidade prisional, localizada a 147 km de São Paulo. Ele chegou ao local por volta das 15h25.
Após exame de corpo de delito, Pimenta Neves vai para TremembéPimenta Neves lerá Shakespeare e livros de punição e suicídio na prisão'Achei que ia morrer antes de ele ser preso', diz pai de Sandra GomideDe acordo com informações da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), o presídio tem capacidade para 239 presos, mas abriga atualmente 322. Lá também cumprem pena presos famosos como Alexandre Nardoni, condenado por matar a filha Isabella em 2008, e os irmãos Daniel e Christian Cravinhos. A Justiça condenou os dois pela morte do casal Manfred e Marísia Richthofen, em 2002.
Pimenta Neves passará pelo procedimento padrão dado a um novo preso. Ficará 15 dias isolado em uma cela e, depois disso, a direção do presídio vai decidir se ele está apto a conviver com os outros detentos. Na cela, além da cama, há um chuveiro. Réu confesso, Pimenta Neves se entregou na noite desta terça (24) à polícia paulista depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) negou o último recurso pendente. Ele foi condenado em 2006 a 15 anos de prisão.